terça-feira, março 09, 2010

Mês de MARÇO - EVENTOS IMPORTANTES....

Para cada dia do ANO, existem eventos importantes que são comemorados (ou lembrados) desde a antiguidade. A partir de hoje, no mês de Março, destacamos:

Dia 9 de março:



Deusas e deuses celebrados neste dia: Celebração de Ala, a Mãe Terra das tribos Ibo, na Nigéria.


Dia consagrado ao casal divino grego, Afrodite e Adonis.


Outros eventos importantes: Hsi Wang Mu, festa da antiga China em honra a Deusa Mãe do céu do oeste, representando o princípio feminino.

Dia 10 de março:


Deusas e deuses celebrados neste dia: Al-Lat, deusa árabe da Terra e da criação.


Anna Perenna, deusa romana de duas cabeças, regente do tempo e da reprodução.

Dia 11 de março:

Deuses e deusas celebrados neste dia: Hypatia, uma das musas gregas que regia a arte, a ciência e a criatividade.


Hércules, herói e semideus, símbolo da coragem e da força física.

Dia 12 de março:



Deuses e deusas celebrados neste dia: Belit Ilani, a “estrela do desejo” na Babilônia, amante de vários deuses e padroeira da procriação e da geração.





Dia 13 de março:



Eventos importantes comemorados neste dia: Holi, antigo festival hindu dedicado à Holika, deusa do fogo.


Celebração do retorno do sol em Luxemburgo, que simboliza o início da primavera.


Dia da Purificação em Bali.


Deusas e deuses celebrados neste dia: Ch’un Ti, deusa chinesa do céu e da luz.


Dia 14 de março:



Deusas e deuses celebrados neste dia: Ua Zit, Grande Deusa Serpente do Antigo Egito.


Outros eventos importantes:
Dia nacional da poesia.


Dia dos animais.


Dia das sereias e dos seres do mar na Irlanda.


Celebrações antigas para o Ano Novo em Ghana com danças e rituais para afastar os maus espíritos e honrar os ancestrais.

Dia 15 de março:



Deuses e deusas celebrados neste dia: Rhea, Grande Mãe Terra grega, mãe de Zeus;


Outros acontecimentos especiais: Celebrações do renascimento da terra na primavera pela volta de Attis, amado da deusa Cibele, na Anatólia;


Dia de oferendas para os espíritos e as ninfas das águas nos países celtas;


Dia 16 de março:



Celebrações neste dia: Dia dedicado a Morgan le Fay, a Sacerdotisa de Avalon, ilha sagrada da mitologia celta;


                                                    Comemore comendo uma maçã em honra a Morgana!





Dia 17 de março:



Deuses e deusas celebrados neste dia:


Astarte, versão canãanita de Ishtar, a deusa da sexualidade;


São Patrício, padroeiro da Irlanda;


Festivais celebrados neste dia: Liberália, festival romano dedicado à Líbera, deusa da fertilidade e da vegetação;




Dia 18 de março:



Deuses e deusas celebrados neste dia:

Sheelah Na Gig, antiga deusa irlandesa da sexualidade;


Tuonetar, antiga deusa da morte finlandesa;


 
Dia 19 de março:



Festivais neste dia: Início do Panathenaea, festival gregos de cinco dias em honra à Athena;


Quintaria, equivalente romano do festival acima, para Minerva;




Divindades celebradas neste dia: Sitala, deusa indiana das febres, invocada para curar doenças contagiosas;



Dia 20 de março:



Celebrações neste dia: Hoje é outono no hemisfério sul!


Hoje é equinócio de primavera no hemisfério norte, porque as estações são invertidas nos hemisférios. Junto com esse equinócio, há uma série de celebrações nos países “lá de cima”, [...]


 
Dia 21 de março:



Festival grego da criação do Ovo Cósmico;


Celebração da deusa celta Eostre, cujas origens inspiraram o costume de presentear com ovos de chocolate na Páscoa;


Comemoração da deusa eslava Marzana, senhora do tempo, da natureza e da vida;


Pesquisa por: Karen Griesang (Sisaray Rupanco).





























segunda-feira, março 08, 2010

2010 - ANO REGIDO PELA MAGIA DE VÊNUS !!!!

Vênus é uma das doze divindades do Olimpo, na mitologia greco-romana. É representada por uma bela jovem cujos longos cabelos caem sobre seu corpo, escondendo as partes íntimas. Vênus é também o nome do planeta mais próximo da Terra e o segundo a partir do Sol. O ano de 2010 está sendo regido e governado por Vênus, o planeta do amor. O número regente de 2010 é o 03, que no Tarô equivale ao Arcano da Imperatriz, a mulher ideal: pura, atraente, sensual, positiva e de bons agouros. Na numerologia o 03 confere equilíbrio, pureza e realização criativa.


Até dia 20 de Março de 2010 é ainda ano do Sol, mas já poderemos notar a influência de Vênus também e, então, teremos os dois astros atuando sobre a Terra.




Os astrólogos mais esotéricos buscam nos antigos caldeus este conhecimento que é baseado na chamada Estrela dos Magos, uma estrela de sete pontas onde são colocados o Sol, a Lua e mais cinco planetas (aqueles que são visíveis a olho nu e que eram conhecidos na antiguidade). A seqüência em que são colocados os planetas não é clara, pois não segue a ordem lógica (de afastamento dos planetas em relação ao Sol ou em relação à Terra, por exemplo).


Vênus, a deusa do amor para os romanos era conhecida como Afrodite pelos gregos. Para os caldeus, Vênus ou Afrodite tinha semelhança com lshtar, comparada à virgem mãe sumeriana, senhora dos céus e deusa da fertilidade. A deusa clássica Vênus emerge das águas em uma concha, sendo empurrada para a margem pelos Ventos D'oeste, símbolos das paixões espirituais, e recebendo, de uma Hora (as Horas eram as deusas das estações), uma manto bordado de flores. Alguns especialistas argumentam que a deusa nua não representaria a paixão terrena, carnal, e sim a paixão espiritual.

É protetora dos amantes, o instinto natural de fecundação e geração: a atração sexual. Sua beleza seduziu a todos, exceto a Minerva, a Deusa da Sabedoria e da honra, e a Diana, a Deusa das artes e da caça, e finalmente, a Vesta, a Deusa do lar. Para acalmar essas deusas, Zeus obrigou-a a casar-se com Vulcano, o artesão dos metais. Vulcano era feio, disforme e coxo. Porém, Vênus aparecia sempre acompanhada de Eros, seu filho, o deus do Amor e também a ‘criança levada’, que fazia apaixonar-se aquele que fosse flechado por ele. Vênus/Afrodite fez muitas conquistas e esteve envolvida em muitos episódios do Olimpo. Era uma deusa vaidosa e voluntariosa, e simboliza o lado do ser humano que anseia pela beleza e pela admiração, mas também pelo amor. Casou-se Vênus contra sua vontade, ela que já se apaixonara pelo jovem e valente Marte. Estes se encontravam constantemente até que o Sol, Apolo, o deus que tudo via, contou a Vulcano que sua mulher o traía. Este confeccionou uma rede de ouro invisível e armou uma armadilha para os amantes. Quando foram consumar mais uma vez o adultério, Vênus e Marte ficaram aprisionados ao leito e Vulcano trouxe todos os deuses para observar a vergonha da Vênus. Ao serem libertados, Vênus esperava que Marte assumisse o seu amor e mesmo expulsos do Olimpo fossem vagar pelos cantos da terra juntos. Porém Marte frustrou a deusa abandonando-a. Vênus, a deusa do Amor, transformando seu amor em ódio, rogou uma praga para que Marte se apaixonasse por todas as mulheres que visse, tornando-se assim um deus constantemente apaixonado e agressivo, que tomava as mulheres à força quando estas não cediam à sua sedução. A primeira mulher que encontrou e se apaixonou foi Aurora esposa de Astreu.

Encontramos neste mito o Arquétipo do masculino e do feminino. A mulher sempre desejando ser amada mesmo diante de situações mais difíceis, enquanto o homem não consegue assumir o amor que sente, procurando afogar suas paixões se entregando a outras.


Durante o período belo deste amor, nasceram Harmonia e Cupido, Eros, que acompanhavam a Vênus, e no período mais tumultuado desta paixão nasceram Deimos, o Terror e Fobos, o Medo, que acompanhavam Marte em suas batalhas, chegando sempre a sua frente e espalhando pânico entre os moradores das cidades.


Vênus teve ainda inúmeros amores entre os quais citamos Mercúrio. Esta relação traz à tona uma combinação interessante a começar pelos nomes dos amantes: Mercúrio é Hermes o deus do conhecimento e Vênus é Afrodite, a deusa do amor. O filho deste romance recebeu o nome de Hermafrodito, somando conhecimento e amor. Sua natureza era de tranqüilidade e sabedoria, não importando-se com sentimentos relacionados aos instintos humanos. Uma ninfa do lago da Salmácida apaixonou-se por Hermafrodito que sempre se esquivava, e ela cansada de tentar prendê-lo pelo amor, foi até Zeus e pediu que usasse seu poder para uní-los. Zeus chamou Hermafrodito e ouviu suas prerrogativas, solicitando que para casar-se com a ninfa o deus deveria transformá-los em um único ser, unidos eternamente, o que foi atendido. Após esta fusão este novo ser assexuado, por ter em si mesmo as duas naturezas, masculina e feminina, foi para a Salmácida, o seu novo lar. Conta a lenda que os que se banhavam nas águas deste lago, acalmavam seus instintos sexuais, buscando o amor mais intelectual.


Texto pesquisado por Karen Griesang (Sisaray Rupanco).

quinta-feira, janeiro 28, 2010

DEUSA IXCHEL - Deusa Maya




A "Senhora do Arco-íris" se chamava Ixchel, uma velha Deusa da Lua e da Serpente na mitologia maia. Os maias habitaram o sul do México e Guatemala. Viveram em torno de 250 d. C. e associavam os eventos humanos com as fases da Lua. Seu marido é o caritativo deus da Lua, Itzamna.
A Deusa Ixchel foi adorada pelos maias da península do Yucatã, em Cozumel, sua ilha sagrada. Ela ajuda a assegurar a fertilidade pelo fato de segurar o vaso do útero de cabeça para baixo, de modo que as águas da criação possam estar sempre jorrando. Ixchel também é Deusa da tecelagem, da magia, da saúde, da cura, da sexualidade, da água e do parto. A libélula é seu animal especial. Quando ela quase foi morta pelo avô por tornar-se amante do Sol, a libélula cantou sobre ela até que se recuperasse.
O símbolo desta Deusa é o vaso emborcado do infortúnio. Sobre sua cabeça repousa uma serpente mortífera, suas mãos e pés têm garras afiadas de animais e seus traje é adornado com as cruzes feitas de ossos, emblema da morte.
Ixchel se apresenta como o arquétipo que contém os aspectos mais significativos da vida de uma mulher. É, por excelência, a Grande Mãe, a Senhora da Terra, que em suas representações das fases da Lua abrange tanto os aspectos femininos como os masculinos. É uma Deusa em perfeito estado de integração, atravessando através de suas representações os estágios da mulher jovem, madura e sábia anciã. Da luz provê o alimento, cuida na hora do parto, assume o arquétipo do casamento ao ser uma esposa, companheira do Deus sol, exercendo o poder para conseguir a abundância por intermédio da união sagrada.
Integra ainda, outros dois arquétipos como anciã sábia ao ser reconhecida como grande e poderosa Dama Velha, sua experiência leva-a a saber tecer da melhor maneira e reconhecer o momento propício para esvaziar seu jarro cheio de água sobre a terra. Em seus aspectos de Deusa jovem integra componentes e atributos que remetem ao início da vida, e em seus aspectos de Deusa anciã, é a mulher com experiência.





DIFERENTES REPRESENTAÇÕES DE IXCHEL



"A essência feminina, quando é comentada, não é mais a essência feminina".
Para as mulheres, a vida é cíclica. No curso de um ciclo completo que corresponde à revolução lunar, a energia da mulher cresce, brilha totalmente e míngua outra vez. Essas mudanças as afetam tanto na sua vida física quanto sexual e psíquica. Se uma mulher quiser viver em harmonia com o ritmo de sua própria natureza, ela deverá submeter-se à ela.




IXCHEL A DEUSA DA LUA




Em todas as épocas e por toda parte, os homens têm concebido uma Grande-mãe que zela pela humanidade lá do céu. Este conceito pode ser encontrado em praticamente toda a religião e mitologia cujos conteúdos tenham chegado ao nosso conhecimento.
Os maias elegeram Ixchel como sua poderosa Mãe e Deusa da Lua. Os mitos da Deusa lua e suas características protegem uma verdade que nada mais é do que a realidade subjetiva interior da psicologia feminina.
No passado e nos nossos dias, a Lua representa a imagem do princípio feminino, que é uma função tanto do homem quanto da mulher.
Visualiza-se Ixchel como a Mãe-Lua que mergulha neste tempo e lugar trazendo das estrelas as energias de nossos antepassados.
Apresenta-se coroada com serpentes, carregando objetos de rituais tais como, o espelho e plantas sagradas.




ARQUÉTIPO DA VIDA E DA MORTE




A Deusa da Lua, assim, tanto como provedora da vida e da fertilidade era também, controladora dos poderes destrutivos da natureza, portanto, deusa da morte.
Para nossa mentalidade ocidental é quase impossível conceber um deus que seja ao mesmo tempo gentil e cruel, criador e destruidor. Mas para os adoradores da Deusa da Lua não havia contradição, pois ela vivia em fases, manifestando em cada uma delas suas qualidades peculiares.


Na fase do mundo superior, correspondente à lua brilhante, ela é boa e gentil. Na outra fase, correspondente a lua escura, ela é cruel, destrutiva e má. Assim, a deusa nos mostra primeiro sua face benéfica e depois seu aspecto raivoso.
Ixchel é a Grande-Mãe maia da Vida e da Morte. Ela derrama as águas da vida do seu jarro de ventre sobre todos nós. Ixchel, também é a dona dos ossos e das almas dos mortos. Sua festa é realizada em 1 de novembro, Dia dos Mortos. (Códice Dresden)
Ixchel é com certeza, a Grande-Mãe maia. Encera em si as qualidades de seu marido Kinich Ahau, "Rosto do Sol", que se confundia com Itzamna, o Céu propriamente dito, pois era a sua manifestação diurna, por oposição a sua imagem noturna. Ele era representado sob os traços de um velho sábio.
Todos nós seres humanos possuímos os princípios femininos (anima) e masculinos (animus) dentro de nossos psiques. E, como Jung claramente já demonstrou, os deuses são forças que funcionam separadamente da vontade consciente do homem e cuja ordem ele precisa se curvar.




FONTE: Rosane Volpato.




HABLA MUJER


Habla Mujer

No sientas miedo

Tus palavras son fuego que arde y quema cuando enfrentas el silencio

Habla Mujer

No sientas miedo

Tus ideas son dagas que crean esperanzas cuando atraviesan barricadas


Habla Mujer, que te escucha un pueblo

Son hombres, son niños y niñas

Son todos los que suenan por un mundo libre e igualitário


(autor desconhecido)

CARTOMANTE – Elis Regina

Nos dias de hoje é bom que se proteja, ofereça a face pra quem quer que seja
Nos dias de hoje, esteja tranqüilo
Haja o que houver, pense nos seus filhos
Não ande nos bares, esqueça os amigos
Não pare nas praças, não corra perigo
Não fale do medo que temos, da vida
Não ponha o dedo na nossa ferida
Aaaaaaaaaaaaaa

Nos dias de hoje, não lhes dê motivo
Porque na verdade eu te quero vivo
Tenha paciência, Deus está contigo
Deus está conosco, até o pescoço
Já está escrito, já está previsto
Por todas videntes, pelas cartomantes
Tá tudo nas cartas, em todas as estrelas
No jogo dos búzios e nas profecias
Aaaaaaaaaaaaaaaa

Cai o rei de espadas, cai o rei de ouros, cai o rei de paus, cai, não fica nada...
Cai o rei de espadas, cai o rei de ouros, cai o rei de paus, cai, não fica nada...
Cai o rei de espadas, cai o rei de ouros, cai o rei de paus, cai, não fica nada...
Cai o rei de espadas, cai o rei de ouros, cai o rei de paus, cai, não fica nada...

Cai o rei de espadas, cai o rei de ouros, cai o rei de paus, cai, não fica nada...
Cai o rei de espadas, cai o rei de ouros, cai o rei de paus, cai, não fica nada...
Cai o rei de espadas, cai o rei de ouros, cai o rei de paus, cai, não fica nada...
Cai o rei de espadas, cai o rei de ouros, cai o rei de paus, cai, não fica nada...

Cai o rei, cai o rei, cai o rei, cai... não fica NADA...

sexta-feira, janeiro 09, 2009

VIVA 2009 !!!!!!!!!!!!!!!!!!


SOBRE TEMPO E JABUTICABAS (autor desconhecido) Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos.Já não tenho tempo para conversas intermináveis para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral. Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: 'As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos'. Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa... Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja tão somente andar ao lado de Deus. Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo.O essencial faz a vida valer a pena. Basta o essencial.

quinta-feira, dezembro 11, 2008

Mistérios Femininos


Do Livro: O Caminho de Avalon - Os mistérios femininos e a busca do Santo Graal, de Jean Shinoda Bolen



"Um grupo de mulheres pode constelar um campo mórfico da Mãe quando nos reunimos em um círculo sagrado. Criamos um temenos, que significa "santuário" em grego. Em um círculo de mulheres, cada mulher é ela mesma e também um aspecto de todas as outras mulheres presentes. Não há uma hierarquia vertical em um círculo e, quando o círculo é um temenos, ele é um lugar seguro para falar a verdade sobre os nossos sentimentos, percepções e experiências.... Para que um círculo de mulheres possa funcionar como um caldeirão espiritual e psicológico para a mudança e o crescimento , precisamos enxergar cada mulhar do circulo como uma irmã que, como um espelho, nos devolve reflexos de nós mesmas.Isso significa que o que quer que tenha acontecido a ela poderia ter acontecido conosco, o que quer que ela tenha sentido ou feito é uma possibilidade para nós, que ela é alguém em relação a quem não devemos nos sentir superiores, inferiores ou indiferentes.Esses não são apenas conceitos, mas a realidade emocional que resulta de ouvir mulheres relatando a verdade sobre suas vidas. Outro aprofundamento provém da percepção psicológica de que podem ocorrer reações fortes a outra mulher pelo fato de ela representar algo em nós que é psicológicamente carregado. Nossas reações não estão relacionadas a ela, mas a nós mesmas, Talvez não a suportemos por ela expressar experiências que reprimimos. É possível que a consideremos difícil por reagirmos a ela como à nossa mãe ou a outra figura significativa.Pode ocorrer também de sermos atraídas por ela pelo fato de ela corporificar algum potencial que existe em nós mesmas e de as qualidades positivas que tanto admiramos nela estarem se desenvolvendo em nós. Talvez a evitemos por temermos nossos próprios vícios, dependências ou carência. Dessa froma somos,umas para as outras, figuras simbólicas que precisamos compreender como compreenderíamos símbolos em um de nossos sonhos....Por estarmos juntas... nós mulheres - com aquela permeabilidade da estrutura do ego que a psicologia masculina tem criticado tanto - absorvemos a estrutura de quem éramos umas para as outras. É claro que conversamos, mas não há como reunir nossos valores, experiência e sabedoria coletiva - e ainda assim, considero que é isso que fazemos.